terça-feira, 17 de novembro de 2015

Falta de amor próprio é um problema sério, mas é ainda pior aquele que tem excesso de amor próprio. Um me parece ser humilde para aprender qualquer coisa, enquanto o outro está ocupado demais para prestar atenção em qualquer outra coisa.
Um carrega o peso da imperfeição em demasia e precisa de novas atitudes, o outro está indisposto a qualquer mudança, não se julga errado, não acha que precisa mudar, tem a leveza da ignorância. Um se desvaloriza demais, o outro se mantém num pedestal. Um não tem confiança em si e o outro desconfia de todos. Um se diminui perante seus semelhantes, o outro se sente diferente, diferente para melhor, claro. Um acha que não merece ganhos, o outro não sabe perder.
Um não consegue enxergar as próprias virtudes.  O outro é cego para os próprios defeitos.  Não há muitas vantagens em nenhum dos casos, nenhum é certo. Mas não creio que deixar-se um pouco de lado seja pecado maior do que nunca ter amado alguém mais do que a si mesmo. Acredite, é bem possível que eu passe a vida toda sendo ferrada por pessoas para as quais entrego os meus sentimentos ao invés de repetidas vezes ferir os outros em função do que sinto por mim.

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