sábado, 26 de dezembro de 2015

2016

Que a esperança do Natal e fim de ano nos impulsione os pensamentos positivos:
A maldade que rodeia não consiga nos tirar dos olhos o lado bom.
 Ainda que não sejam tempos de gentileza e honestidade,  é a nossa fortaleza de caráter que nos equilibra nos destroços dessa guerra.
Em um País onde mídia, "arte" ( se é que se pode chamar de arte)  e redes sociais fazem a apologia às traições, aos relacionamentos supérfluos, futilidades, corpos e cabeças falsas... Que o nosso coração sobreviva daquelas brincadeiras de rua, dos poemas de Tom e Vinícius. Da ideologia de John Lennon. Dos protestos de Raul Seixas e das reflexões do Renato Russo, das piadas dos Mamonas Assassinas, dos desenhos animados das manhãs! Da inocência dos bilhetes escritos à mão... Das batalhas onde se defendia uma opinião e não milhões numa conta bancária. Das amizades incondicionais e do amor que não tinha medidas nem motivos.
Que a tecnologia seja uma ferramenta, um meio de comunicação, uma maneira melhor de saber e descobrir o mundo. Mas que nossos dedos não desaprendam a fazer carinho.
Que encontremos uma missão, que sejamos melhores para algo ou alguém, que se lute por uma causa, que se acredite em um projeto por um bem comum, ainda que a nossa Política egoísta tenha deixado de lado tudo isso.
Que a arte volte a ser uma luz de boas idéias e atitudes.
Que em breve a gente consiga sair ileso dessa onda de mentira, deslealdade, desrespeito... Que a direção seja nadar contra esta maré.
Eu sei, a esperança já está se sentindo inconveniente de ficar batendo à porta.
Mas a gente não desiste. Porque estamos vivos, vamos levantar dessa lama tóxica, vamos chutar essas bundas siliconadas, vamos derrubar os corruptos e reerguer nossas convicções, vamos mudar a música e transmitir as leis do amor, permitir que nessa vida, ainda nessa, não em outra, que tenhamos a dignidade que merecemos. Toda natureza é capaz de se regenerar...Com perseverança e paciência... A humanidade também.
(Carol Martins)