Eu sei da incerteza do futuro. Eu
sei que não há garantias. E o grande perigo que estou correndo:
Acabar sozinha e sem rumo, sem chão, 'sem lenço,sem documento'. Mas
se eu não estiver caminhando contra o vento, então pode dar certo.
É um risco. Eu animo, se a gente animar junto, de mão dada.
Mas se ele não quiser, quero que
ele vá logo, de uma vez, bem rápido, tipo 'The Flash', por
gentileza. Não me faça acreditar se nem mesmo ele acredita. Vá
antes de ferir meu orgulho, antes de brotarem milhões de fotos
provocando nossa lembrança, antes que eu acostume com as roupas dele
esquecidas aqui, antes que eu ache que ele mereça eu implorando pra
ele não ir. Precisa ir a tempo de eu manter meu eixo, minha
consciência... Que vá logo. Pra ontem. Bem seguro, sem depois me
mandar as famosas mensagens nostálgicas falando de saudade,
repensando a decisão, que ele não cometa esses erros alheios, a indecisão de um, causa o encalhamento da vida do outro. Que ele não enfraqueça a minha força de continuar em frente, de tocar a vida e todos esses clichês. Vá sem rastros. Eu sobrevivo, eu junto meus
pedaços, basta eu lavar o rosto depois.
Esses dias ele me abraçou
por um tempo. E tenho a sensação de que esse abraço nunca mais vai
sair do lugar...Os
carinhos dele sempre são nas horas mais inesperadas e, meu Deus,
como é bom isso. Eu queria que às vezes ele deixasse de ser tão
ele o tempo todo. Que ele abaixasse as armas, soubesse que está em
terreno seguro, desse um desconto, um bônus pro meu coração. Se
entregasse sem medo da breguice do amor. Eu sei que eu poderia fazer
ele feliz. Eu quero pedir que ele fique ou então que vá embora
antes da gente ser alguma coisa junto. E deixo claro, apesar de tudo,
eu o amo, um sentimento grande e absurdo. Sou cheia de dúvidas, a
rainha das dúvidas, mas essa dúvida eu não tenho. Quase me machuca, é quase sem cura. É quase cedo pra eu falar disso, quase tarde demais para não doer. Quase!
Nenhum comentário:
Postar um comentário