sábado, 29 de dezembro de 2012

Modernidade?

Não ter paciência de ouvir, não repensar, não compreender, não olhar para trás, não dar uma chance, não ceder... Meu corpo, minha casa, meu umbigo, minha carreira, meu tempo precioso, meu, meu, meu... E mudar bem rápido porque é careta manter a rotina, trocar porque cansou... Emprego moderno, amor moderno, sexo moderno... Rápido, descompromissado, passageiro, indolor... Vida moderna.

Vida anestesiada, eu diria, porque passa numa velocidade que não dá nem tempo de sentir. Criar expectativas então virou pecado, pois agora é regra não esperar nada de ninguém. 

Cuidado... Seria triste acabar indo pra trezentos lados e não conseguir chegar a nenhum lugar, nem mesmo em você, ter milhões de pessoas e acabar não tendo nenhuma quando precisar, e um dia vai precisar, porque ninguém se basta... E trabalhar anos a fio e não conseguir construir nada, fixar nada... Construir precisando destruir o que o outro já havia feito. Valorizar tanto a si mesmo e esquecer-se de olhar para o lado, ver se alguém precisa da sua mão. Desaprender valores, desvalorizar sentimentos...
Eu sei, conselho não se dá... Mas...
Cuidado gente, muito cuidado... Podemos ser melhores que isso.

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