quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Desencontro

Nossos mundos se chocaram, nunca se encontraram.
Eu já te disse que nos teus olhos eu encontrei diversão?  Que esses desenhos da sua pele causam arrepios na minha?
E Agora, esse aperto que me dá de repente é você. Esse sono é você. É você que me mostrou que eu lutei numa causa sem sentido e dizendo que eu devo estar errada. Na guerra errada. Com a espada errada. A minha insônia é você ...Que despertou dentro de mim uma sonâmbula cujos pés traçaram um caminho por onde ninguém deveria andar.
Esses pés dançariam por você. Só que alguma música deixou de tocar e agora nao ouço nem o meu pulso. Então não espere muito de alguém que não ouve nada. Nem a si mesmo. Eu deixaria você beber em mim o vinho que tomo toda noite pra não lembrar que meu cheiro doce é disfarce, ninguém se mantém  doce depois que o coração azeda.
Hoje eu tenho certeza que você era tudo o que precisava. A certeza por um momento ou pra vida inteira. Só que faz muito tempo que eu não lido com certezas. Amanheceu e eu sucumbi no conforto da insegurança. 
Aí fui num sentido oposto. Ouvir seus elogios e sentir o seu desejo era trair a minha solidão. Era desconfortável merecer tanta gentileza. 
A vida nos muda, não é? O espelho reflete uma mulher pouco familiar. 
Eu só espero que seu orgulho não esqueça de mim. Que você conheça o mundo, mas não esqueça do meu. Me guarde na lembrança da ponta dos seus dedos... Quando eu te encontrar quero me reconhecer na tua memória.

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