Eu não acho que preciso fazer
um homem abrir a boca pra dizer o quanto de amor sente. Eu prefiro
abrir a geladeira dele e ver que lá tem a minha bebida predileta.
Ele nem gosta dela, mas é por mim que ele coloca ali.
E não durmo no escuro, mas as
mãos dele são o meu abajur. Pode apagar todas as luzes. A
segurança que preciso pra fechar os olhos está ali. Se eu abri-los,
sei quem vou enxergar. E não há frase de amor que substitua isso.
Eu me sinto amada quando recebo
um convite pra sair, mas me sinto ainda mais quando sou convidada pra
acompanhar em casa uma noite comum, durante a semana . Só pra gente
ficar junto mesmo.
As demonstrações de amor
subjetivas me atingem diretamente. Os detalhes não fazem a curva e
passam batido. Eles batem de frente comigo. Eu os reconheço, eu os
deixo entrar.
Não
me sentiria a vontade com um homem que vive planejando nosso futuro.
Eu prefiro um que planeja um cinema pro fim de semana e cumpre o
planejado sempre. O futuro está longe demais para saber o que faremos
, o que seremos, e a frustração quando nada do planejado acontecer
será quase irreversível.
Eu
prefiro um homem que sonha com seus próprios planos e me deixa
sonhar os meus. Quando ele se sente tranquilo pra me contar suas vontades na vida, suas pretensões, seus questionamentos, suas incertezas, eu me sinto muito mais importante do que se ele contasse há quanto tempo, horas e minutos nós estamos juntos.
Sonhar
com coisas diferentes não me assusta. Na conquista desses sonhos que
sonhamos separados, é bem provável que a gente comemore junto.
Nosso amor não está no que
dizemos. Mas no que fazemos.
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