segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nosso amor não está no que dizemos. Mas no que fazemos.

Eu não acho que preciso fazer um homem abrir a boca pra dizer o quanto de amor sente. Eu prefiro abrir a geladeira dele e ver que lá tem a minha bebida predileta. Ele nem gosta dela, mas é por mim que ele coloca ali.
E não durmo no escuro, mas as mãos dele são o meu abajur. Pode apagar todas as luzes. A segurança que preciso pra fechar os olhos está ali. Se eu abri-los, sei quem vou enxergar. E não há frase de amor que substitua isso.
Eu me sinto amada quando recebo um convite pra sair, mas me sinto ainda mais quando sou convidada pra acompanhar em casa uma noite comum, durante a semana . Só pra gente ficar junto mesmo.
As demonstrações de amor subjetivas me atingem diretamente. Os detalhes não fazem a curva e passam batido. Eles batem de frente comigo. Eu os reconheço, eu os deixo entrar.
Não me sentiria a vontade com um homem que vive planejando nosso futuro. Eu prefiro um que planeja um cinema pro fim de semana e cumpre o planejado sempre. O futuro está longe demais para saber o que faremos , o que seremos, e a frustração quando nada do planejado acontecer será quase irreversível.
Eu prefiro um homem que sonha com seus próprios planos e me deixa sonhar os meus. Quando ele se sente tranquilo pra me contar suas vontades na vida, suas pretensões, seus questionamentos, suas incertezas, eu me sinto muito mais importante do que se ele contasse há quanto tempo, horas e minutos nós estamos juntos.
Sonhar com coisas diferentes não me assusta. Na conquista desses sonhos que sonhamos separados, é bem provável que a gente comemore junto.
Nosso amor não está no que dizemos. Mas no que fazemos. 

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